1º Trail Louco da Reixida – 20.06.2010

Trail Reixida 2010 - Dorsal 84
Quando me inscrevi nesta prova, já tardiamente, foi com o objectivo de fazer um teste/treino para o Ultra Trail da Serra da Freita que será já no próximo fim-de-semana. E em boa hora o fiz, porque de facto a prova é muito gira e diversificada e, segundo comentários que ouvi e li, é um pequeno exemplo daquilo que vamos encontrar na Freita.
Fazendo jus ao nome “Trail Louco”, durante os 16 Kms do percurso, os atletas presentes (cerca de uma centena) foram-se deparando com as mais variadas situações: carreiros agrícolas, progressão no leito de rios (no Lis e num riacho afluente), escalada por entre vegetação, subida bem inclinada em linha recta por entre vegetação rasteira (subida às antenas), descidas entre arbustos e giestas, partes mais rolantes e partes mais técnicas.
A toda esta diversidade à ainda que juntar as vistas deslumbrantes e a brisa suave que corria no topo da serra que fez com que fosse muito agradável corres aqueles trilhos.
Foi de facto uma bela jornada de atletismo, tendo terminado a prova em 35º da geral e 10 no meu escalão, com o tempo de 1h41m.
Quanto ao principal objectivo esse foi integralmente cumprido: percebi que estou minimamente (muito minimamente) preparado para a Freita, mas com boas sensações e muita motivação para a grande jornada
O convívio
Além da prova principal, houve também uma caminhada, o que permitiu que eu levasse comigo a família (e como eu muitos outros) e os “obrigasse” a praticar desporto. Tudo somado, proporcionou a todos uma bela jornada de convívio e confraternização.
No final, já com banho tomado e depois de terem chegado todos os participantes, os momentos de convivo continuaram, desta vez sentados à mesa a degustar uma bela e farta feijoada, acompanhada por um bom tinto da região.
Sobre a prova
Sendo a 1ª edição desta prova (e como tal sempre com alguns aspectos a melhorar – ex: site e informação sobre a prova), deu para perceber que quem a organizou, o fez com paixão e amor à causa e, apesar da carolice e “amadorismo” dos seus organizadores, nada ficou a dever a muitas organizações “profissionais”:
- Simpatia e disponibilidade.
- Percurso excelente e bem marcado.
- Abastecimentos.
- Prémios (além dos prémios para os 1ºs classificados, o prémio de presença era composto por uma t-shirt alusiva ao evento, uma garrafa de vinho e um chouriço da região).
- Almoço (a refeição propriamente dita e a sala onde a mesma foi servida)
Enfim, uma boa prova, certamente a repetir nas próximas edições …
Agora, venha a Freita
Links relacionados
Fotogaleria
Associação Cultural e Recreativa de Reixida
A3C = Amigo de Aventura e Corridas Atléticas
EntroncamentoRunners
Forum O Mundo da corrida
Pára que não pára
5ª edição Laac-Laacar Btt

BTT Laac 2010
Domingo 6 de Junho de 2010
Aguada de Cima – Águeda
A prova, muito bem organizada pelo Laac, é composta por uma Meia-Maratona (cerca de 40 Kms) e por uma Maratona (cerca de 80Kms) e realiza-se por trilhos rurais e florestais, na zona de Aguada de Cima (poucos Kms a sul de Águeda)
Na semana anterior à prova ainda pensei em alterar a minha inscrição dos 40 para os 80Kms, mas depois de ponderar melhor e, até porque nesta fase da época ando a treinar muito mais atletismo que BTT, em preparação para o Ultra-Trail Serra da Freita, decidi manter-me nos 40Kms e em boa hora o fiz porque dificilmente iria aguentar os 80Kms
Como correu
Apesar de ter ido à prova sem qualquer intuito competitivo, resolvi faze-la a um ritmo elevado a ver o que dava.
Ao contrário do habitual, este ano não choveu e a passagem dos participantes levantava uma nuvem de pó que fez com que em algumas zonas, ao seguir na roda, literalmente não se visse o percurso, não sendo por isso de estranhar que por volta dos 8Kms uma rodada de trator obliqua ao percurso me fizesse desafiar as leis da gravidade e dar um mergulho em seco, felizmente sem consequências de maior, ficando a coisa por uns pequenos arranhões e por um banho de pó reforçado.
Apesar do percalço, rapidamente recuperei o ritmo e cheguei ao cima da subida juntamente com um colega que ficou em 30º lugar.
Na parte da descida, não arrisquei (talvez condicionado pela queda) e perdi o contacto com ele.
Chegado ao final da descida e por volta dos 30Kms comecei a quebrar fisicamente (falta de treinos) e fui sendo passado por alguns concorrentes, (a juntar a outros que já me tinham passado a meio da descida quando parei para dar assistência a um participante) terminando a prova na 45ª posição com o tempo de 2:11:25 (a 21m e 36s do vencedor)
Solidariedade – Serviu-me de lição
Apesar de estar a fazer a prova a dar o máximo que podia, tal não impediu que o meu sentido altruísta e de solidariedade falassem mais alto tendo parado para prestar assistência a um participante que estava furado e não tinha bomba de ar. Para não perder muito tempo, e depois de combinar com ele a entrega no final, deixei-lhe ficar a bomba e acabei por deixar ficar também uma câmara de ar a um outro que entretanto também furou, tendo eu continuado o resto a arriscar, porque não tinha mais nenhum material suplente.
Até hoje, e apesar de ter procurado junto da zona de chegada, ainda estou à espera que a pessoa que ficou com a bomba me contacte para ma devolver …
Serviu-me de lição: a partir de agora só paro para prestar assistência em caso de acidente ou a amigos que encontre no percurso, até porque quem vai ao mar avia-se em terra
Fora dos trilhos
Esta prova é conhecida nos meandros do BTT (pelo menos naqueles com quem me relaciono) como a prova do leitão, isto porque no final, é servido a todos os participantes e acompanhantes inscritos um lauto almoço com leitão e espumante da zona à descrição. Digamos que esta é a prova que quase me faz enjoar de leitão ![]()
Quanto à organização, nada a apontar: Simpatia, disponibilidade, bons abastecimentos, presença durante o percurso … talvez a sugestão de organizarem um programa para ocupar os acompanhantes (o ano passado tinham umas carrinhas que se deslocavam para zonas de passagem da prova para que estes a pudessem acompanhar).
Há!! Já agora, não demorarem tanto tempo a disponibilizar as fotos da prova no site
III ultra Trial Geira via nova romana – 23.05.2010
Esta prova era um dos principais desafios a que me propus para este ano
Pois bem … desafio superado
Se bem que o principal e único objectivo era chegar ao fim, para memória futura, o tempo gasto foram 5h40 – 33º da Geral
Para a minha primeira ultra (o máximo que correra foram 36/37 Kms) e para 1º trail não poderia ter sido melhor
Também não foi a toa a escolha desta ultra-trail para iniciação neste tipo de corridas: sou natural de Melgaço (uma das portas de entrada do PN Peneda-Gerês) e tenho uma afinidade muito grande com esta região de belezas únicas. “Estava a jogar em casa”
Sobre a prova
O percurso
A prova, tal como o nome indica, percorre grande parte da via romana VIII (via nova) que ligava Braga (Bracara Augusta) a Astorga (Asturica Augusta), sendo que a edição deste ano foi percorrida em sentido norte-sul, com início às 9:05 horas da manhã em Baños - Lobios (Espanha) e chegada às termas de Caldelas Amares.
Sem dúvida que o percurso durante os primeiros 40/45Kms é mais agradável, fresco e frondoso deixando para os últimos 10/15 (principalmente a partir de Paredes Secas) a parte mais massacrante para os atletas por ser mais descampado e árido.
Para saber mais sobre o percurso ver http://www.pontocom.pt/actividades/2010UltraTrailGeira/percurso.php
Como decorreu a prova
Aproximadamente até os 45Kms onde foi possível correr (a +- 6m/km), corri (houve uma ou outra zona mais técnica que a prudência aconselhava a que se fizesse com cuidado), mas a partir daqui qualquer subida se transformava numa grande rampa e qualquer subida mais íngreme numa parede pelo que as últimas duas ou três subidas já foram feitas em passo acelerado, uma vez que o cansaço acumulado e o calor que se fazia sentir já não permitiam mais. A cereja em cima do bolo (penso que foi ai que os meus músculos foram mais sacrificados), foi a última grande descida, uma vez que aquilo que em tempos foi um estradão, devido à erosão de terras provocada pelas chuvadas do inverno, está agora transformado numa pista trialeira onde é preciso andar a saltar de pedra em pedra e com muito cuidado para não cair.
Em http://connect.garmin.com/activity/34407436 podem consultar os dados recolhidos pelo GPS do meu companehiro de corrida Luis Ferreira (desde +- os 7 kms que fizemos a prova juntos) onde é possível ver ritmos por kilómetro, altimetria, percurso, etc.
O espírito
Devo dizer que para além da competitividade (há sempre), foi com agrado que vi o verdadeiro espírito da prática de desporto pelo desporto, pelo desafio, pela superação, pelo prazer de correr (ou como dizia o Luis Ferreira por masoquismo :) ) onde o companheirismo e espírito de entreajuda estiveram presentes de inicio ao fim. Muito bom
As minhas homenagens
- Em primeiro lugar para os bravos que por qualquer motivo não conseguiram terminar a prova: Apesar de todo o sofrimento e dor que é necessário suportar para terminar uma prova destas penso que em nada se compararão com a frustração de não a conseguir completar. Não desistam e espero que rapidamente reencontrem energias para recomeçar. Força!
- A todos aqueles que chegaram ao fim. Bravo!
- A todos aqueles que estoicamente chegaram ao fim com tempos de 7 e 8 horas. Não deve ser nada fácil (quer física quer psicologicamente aguentar tantas horas em prova). Admirável!
- Aos atletas que fizeram tempos na casa das 4 horas e poucos minutos: Gostava de conseguir fazer esse tempo a correr em estrada plana. Inacreditável!
- Por fim, mas não em último, ao meu companheiro de corrida, Luis Ferreira (dorsal 122) da equipa Run4Fun, pela “pressão e marcação cerrada” que me fez e permitiu que conseguisse chegar ao fim (se não fosse a sua força e presença, provavelmente tinha-me deitado a descansar numa bela sombra à beira de um dos riachos que fomos passando durante o percurso). Desde+- o km 7 que fizemos aprova juntos e, mesmo sem falar muito (gestão de esforço
) estivemos perfeitamente sintonizados nas diversas situações que foram aparecendo ao longo do percurso (correr mais depressa, correr mais devagar, andar, parar para refrescar, …). Penso que é isto a que é vulgarmente se chama companheirismo, espírito de equipa, solidariedade, … Ou não fossem este dos principais valores que a prática de desporto proporciona.
Por outro lado é engraçado como estas coisas são: Apesar de morar em Lisboa, o Luis têm fortes ligações a Ovar, uma vez que é descendente de Ovarenses.
Um grande abraço ao Luis, obrigado pela ajuda e pela companhia e, espero que nos voltemos a cruzar quer pessoalmente quer em estradas e trilhos por este pais fora.
Agora é tempo de recuperar forças e pensar em novos desafios e, o mais provável é que o próximo trail saja já en finais de Junho na serra da freita
Surpreendente vitória da Equipa LF201xs nos 3º Trilhos da Feira em BTT em Orientação por road-book
Habitualmente, aos fins-de-semana pratico BTT, muitas das vezes na companhia do meu velho amigo Carlos Vaz.
Como desta vez não havia nenhum impedimento de agenda, com o único objectivo de conhecer novos trilhos e experimentar fazer Orientação com roadbook em BTT, resolvemos participar no 3º Trilhos da Feira em BTT em Orientação, prova organizada pela secção de BTT do Grupo Desportivo Milheiroense.
À hora marcada lá partimos e fomos andando, divertindo-nos a descobrir os trilhos traçados no roadbook, grande parte deles novidade para nós.
Durante a prova mantivemos um bom ritmo (o carlos assim o impõe) e a verdade é que tirando uma hesitação ou outra nunca nos perdemos e não tivemos nenhum problema ou avaria.
Chegamos ao final com a sensação que tínhamos andado razoavelmente bem e que para primeira experiência, a prova até tinha corrido bem.
Lavadas as bikes, o Carlos regressou de imediato a casa pois tinha pessoas à espera para o almoço (acho que esta foi uma das razões para andar depressa…), e eu regressei pouco depois (tomei banho lá).
Por volta das 4h da tarde, ligou-me o Fernando (Paciência) a dizer que tínhamos sido os 1ºs na classificação por equipas. Pensei que estava no gozo. Liguei de imediato ao Carlos a contar a boa nova…
Obviamente que foi uma boa surpresa e que, apesar de o objectivo para a prova nunca ter sido esse, nos deixou contentes.
Agora parecemos aquela rábula dos Gato Fedorento:
- “Ganhamos porque o senhor anda bem e impôs um bom ritmo”
- “Nãa! Você é que esta a andar muito bem”
- “Sim, mas o seu sentido de orientação é muito apurado”
- “O meu apurado!?! O do senhor é que é”
A verdade é que de facto nesta prova funcionamos bem como equipa.
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XI Vig-Bay 11.04.2010 – Resultado Histórico
Se há provas que são marcantes, seguramente para mim, esta foi uma delas:
-
Tempo histórico de 1:27:12 (minha melhor marca até hoje na Meia-maratona)
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276º lugar na Geral em 2858 atletas chegados dentro do controlo (3034 no total)
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53º lugar no escalão de Veteranos B
Já mal me recordo de qual foi a ultima Meia-Maratona que corri.
Tenho ideia de ter sido a Meia-Maratona de Cortegaça, no já longínquo ano de 2002, com um tempo a rondar 1:37:00.
Tenho, isso sim a certeza que de todas as Meia-Maratona que fiz, nunca tinha conseguido fazer um tempo abaixo de 1:30:00 e que esse era um objectivo que gostaria de um dia alcançar.
Pois bem, ele ai está numa prova que posso chamar de “perfeita”:
Ambiente fantástico
Mais de 3500 atletas à partida
Percurso lindíssimo
Vigo-Nigran-Bayona pela costa
Tempo espectacular
Primeiro fim-de-semana a cheirar a verão do ano
Tudo correu bem
Levantamento de dorsais, descanso, alimentação, aquecimento, hidratação
Física e psicologicamente “limpo”
Táctica da corrida
Escusado será dizer que no final fiquei tão contente e festejei como se tivesse ganho
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Análise e algumas considerações sobre diversos aspectos relacionados com a prova
Ponto prévio: esta análise e considerações não são de carácter técnico e científico, mas apenas baseados na minha experiência antes e após a prova.
1. Treinos
Nas semanas que antecederam a prova, tinha andado a preparar com alguma intensidade e entusiasmo o X-Terra, preparação essa que incidiu mais na natação (5x semana) e no BTT (2x semana) e apenas manutenção na corrida (2x semana alternando treinos longos – entre 1h15m e 1h45m- mais lentos, com treinos mais curtos mas mais rápidos – entre 40m e 1h ).
Na semana antes da prova fiz um treino longo no domingo, descanso na segunda, um treino longo na terça e mais curtos e rápidos na quarta e quinta. Na sexta fiz um treino de cerca de 40 minutos a rolar e no sábado descanso.
2. Definição de objectivos
Como já há muito que não fazia uma maratona, o objectivo principal e obrigatório era terminar.
Como segundo objectivo (e atendendo a minha experiência anterior) obter um tempo abaixo de 1h45m seria bom, abaixo de 1h40m excelente. Tudo o que viesse daí para baixo seria ganho e se conseguisse abaixo de 1h30m seria espectacular.
Acima de tudo conforme as sensações e o decorrer da prova, os objectivos seriam ajustados.
3 . Antes da prova
No sábado, ao ir para Melgaço, fiz um desvio por Vigo para levantar os dorsais. Tive uma tarde de sábado descansada aproveitando para me hidratar bem bebendo muita água, preparar e verificar todo o equipamento e acessórios necessários para o dia seguinte. Ao jantar fiz uma refeição rica em hidratos e antes das 23h00 já estava deitado.
No domingo levantei-me por volta das 6:30 (tinha combinado encontra-me com os meus companheiros do AFIS em Valença por volta das 7:45 da manhã, seguindo depois todos juntos para Vigo).
Chegamos à zona de partida sensivelmente uma hora antes da partida, o que permitiu fazer o aquecimento uma última ida ao WC sem pressas e sem stress.
4. Equipamento e acessórios
Além do equipamento normal de corrida, nesta prova utilizei umas meias de compressão Sugoi R+R (Race and Recovery) que segundo os entendidos promovem a eficiência do movimento, melhoram a circulação sanguínea, a estabilidade e recuperação musculares.
Além disso e como se antevia um dia de muito sol e calor, decidi usar um chapéu, os indispensáveis óculos de sol e protector solar.
Por outro lado, para evitar a irritação nas zonas de maior fricção apliquei um pouco de bodyglide
5. Alimentação e hidratação
Como já referi atrás, durante a tarde de sábado bebi muita água e à noite fiz uma refeição rica em hidratos. No dia da prova tomei o pequeno-almoço às 7 da manhã (pão de cereais com mel e queijo meio gordo, uma laranja grande e uma mistura solúvel multi-cerais com café). Até à hora da partida fui bebendo pequenas quantidades de água e 10 minutos antes da partida bebi um gel energético.
Como de facto estava muito calor, era importante fazer uma boa hidratação durante a prova, pelo que utilizei todos os abastecimentos (aos 5, 1º, 15 e 20Kms), bebendo cerca de meia garrafa de água e utilizando a outra metade para me refrescar. Além disso, também me socorri das esponjas fornecidas aos 7,5, 12,5 e 17,5 Kms para limpar o suor do rosto e refrescar.
6. Táctica de Corrida
Uns dias antes, tinha falado com um companheiro de corridas que me disse que muito provavelmente faria um tempo à volta de 1h35m.
Estava indeciso: se por um lado gostava de tentar fazer um tempo abaixo de 1h30 (o que dava uma média de 4,16 ao Km) por outro lado não sabia até que ponto iria aguentar
Sabia que conseguia manter esse ritmo durante 10 Kms (as ultimas provas realizadas davam-me essa garantia).
Como me sentia bem e a prova tinha uma altímetria favorável (pendente de descida entre os 8 e os 16Kms) decidi tentar e depois, com o decorrer da prova logo via: se conseguisse manter o ritmo tudo bem caso contrário diminuía o ritmo para conseguir terminar
7. A corrida
Parti na zona destinada atletas com pretensões para tempos entre 1h25 e 1h35. Desde o tiro de partida até cruzar a linha demorei 50s mas ao fim de um KM já tinha encontrado o meu ritmo aproximado e por volta do Km 3 consegui colar-me ao meu companheiro Paulo Alexandre do AFIS com quem fiz os primeiros 8 Kms (ele depois foi ficando pois nos últimos tempos não tinha podido treinar). As sensações durante a prova foram sempre boas e o relógio dava ânimo :) .

Analise parciais Vig-Bay 2010
Entre os 8 e os 10 Kms consegui integrar-me num grupo de 4 ou 5 atletas que iam com o andamento dentro da zona alvo. Comecei a acreditar que era possível e confirmei esse sentimento quando passei com 1h02m as 15 Kms. Nesta fase da prova o desgaste já começava a fazer mossa, mas fui-me aguentando até passar o ponto crítico dos 18 Kms. Os últimos 3 Kms já foram mais corridos com a mente do que com as perna: o Grande objectivo estava tão próximo, e não sabia se teria outra oportunidade como aquela, por isso foi aguentar o ritmo e sofrer até ao fim…
8. Factores críticos para o sucesso
Como conclusão, um resumo dos aspectos que penso serem fundamentais para atingir com sucesso os objectivos:
Treino: para se fazer uma Meia-Maratona tem que se estar minimamente preparado
Estar “limpo” – É muito importante não ter nada que condicione o rendimento no dia da prova, quer física quer psicologicamente
Equipamento e acessórios: Preparar o equipamento com calma e antecedência para que no dia da prova não falte nada
Descanso e alimentação: Tentar descansar bem e fazer uma alimentação equilibrada antes da prova
Hidratação: É fundamental estar e hidratar-se bem durante a prova para evitar complicações físicas e para prevenir cãibras
Objectivos: Definir um objectivo (atingível) e “trabalhar” a prova nesse sentido, sendo no entanto muito importante conhecer os nossos limites e até onde podemos ir.
Encontrar o ritmo certo: é importante encontrar o nosso ritmo e mantê-lo, evitando ir no entusiasmo gerado, principalmente nos kms iniciais. Por outro lado ter a capacidade de ir ajustando o ritmo em função do decorrer da prova. Se possível tentar encontrar um grupo onde nos sintamos confortáveis
Capacidade superação e sofrimento: numa prova passamos sempre por momentos menos bons, mas nessas alturas é necessária uma capacidade de superação e sofrimento muito grande
Por fim, com a meta à vista, saborear o momento
X-Terra – Da grande eXpectativa à X-frustação
Depois de ter treinado, de me ter preparado psicologicamente e de estar bastante expectante quanto à minha estreia no triatlo e logo num X-Terra, à ultima hora acabei por não participar por não ter recebido em tempo útil o fato térmico (uma encomenda despachada por Avião de Inglaterra em 19.03.2010 só chegou cá hoje 7.04.2010).
Quando percebi que tal poderia acontecer, contactei a organização, a FP de Triatlo e várias pessoas/clubes ligados ao triatlo para conseguir o empréstimo de um fato térmico, mas, infelizmente, sem sucesso …
Porquê que mandei vir o fato térmico de Inglaterra? Porque lá consegui-o por cerca de 100e e cá o mais barato que conseguia era à volta de 300€ … O amadorismo em Portugal é caro e sai caro
Paciência, fica para a próxima e, fica a sensação de “dever” cumprido (aqueles que acompanham mais de perto os meus treinos e actividades desportivas sabem o quanto me esforcei e dediquei a treinar para conseguir fazer a prova)
Agora vou entra numa fase da época em que, embora não deixando de fazer natação nem BTT, vou apontar as baterias mais para a corrida e a Meia-Maratona Vig-Bay é já no próximo domingo e em Maio é o Ultra-trail Geira via nova romana no Gerês
XVI Duatlo de Grândola – Rescaldo
Em jeito de rescaldo, posso dizer que de um modo geral a prova me correu bastante bem:
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Classificação geral – 92º em 252 atletas chegados
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Classificação no escalão (V1) – 11º em 39 atletas chegados
com um tempo total de 1:44:31
A prova
Fiz a 1ª secção de atletismo sem grande sofrimento, mas com a sensação de não ter conseguido libertar-me completamente, dai ter a sensação que em condições normais teria feito melhor que os 22′ que fiz até à entrada na zona de transição.
Tal como eu antevia, apesar de na secção de BTT a distância ser mais curta que na prova das Lezírias, esta veio a revelar-se incomparavelmente mais dura e difícil: terreno mais técnico (apesar de grau de dificuldade técnica baixo) mas de uma exigência física muito maior, uma vez que devido à chuva dos últimos dias, praticamente todo o percurso foi feito em lama … (desde que pratico BTT nunca tinha andado num percurso com tanta lama) :-)
Por outro lado, havia uma secção de aproximadamente 500 metros em que o percurso estava completamente transformado num rio com mais de 40cm de altura de água (como dizia o speaker de serviço tivemos o privilégio de fazer o 1º triatlo da época) :-)
Estes factores contribuíram para que o esforço realizado fosse considerável e, no final, o meu pulsómetro indicava uma pulsação média de 165 ppm
Penso ter sido este o motivo para que, na ponta final do BTT, tenha recebido vários avisos de aproximação de cãibras.
Por ultimo, desta vez, a transição do BTT para o 2º segmento de corrida foi menos dolorosa mas, em contrapartida, tive que controlar e dosear bem o esforço para conseguir terminar a prova sem cãibras.
Em resumo, a prova correu bastante bem apesar de ficar um ligeiro amargo de boca pelo facto de ter ficado a escassos 24 s de entrar no Top 10 no meu escalão … Fica para a próxima
Para mais informação consultar o a noticia da prova site da FTP
À margem
Um dos objectivos quando idealizei este projecto, foi aliar o meu interesse e gosto pela prática do desporto com o prazer de, em família, viajar, conhecer sítios e costumes diferentes.
Assim sendo, a partida de Ovar foi feita no sábado de manhã com o objectivo de abandonar a A1 em Santarém e chegar à hora de almoço a Almeirim. Desta vez o restaurante escolhido foi o Quinta de Sant’ana , onde não faltou a típica Sopa da Pedra e uma carne de Boi assada bem amanhada.
Após o almoço continuamos a viajem para Grândola por estrada nacional, aproveitando, apesar do dia chuvoso e tristonho, para ir vendo e ficar a conhecer sítios por onde nunca tinha passado (Samora Correia, Benavente, Pegões,…).
Chegados a Grândola, sempre debaixo de chuva, fomos directos ao local de alojamento, local esse que merece honras de destaque: uma pesquisa na net levou-me a consultar o site de uma casa de alojamento local.
O que vi no site da Mirandas House cativou-me e por ser um conceito diferente resolvi experimentar e, de facto valeu bem a pena seja pela beleza da casa, pela decoração cuidada e de bom gosto, pelo ambiente acolhedor e familiar, passando pela simpatia dos seus proprietários. Altamente recomendável.
Ainda em Grândola e, para quem goste de comida típica, a não perder a oportunidade de comer no restaurante A Talha onde no sábado à noite, as migas de gata (bacalhau com migas) regadas por um bom tinto da casa e complementadas com uma sericaia com ameixa de Elvas forneceram o aporte energético necessário para a prova do dia seguinte
…claro que assim as pernas pesaram mais um pouco :-)
16º Duatlo de Grândola – 6 e 7 de Março de 2010
Decorre no domingo, dia 7 de Março, a 2ª etapa da Taça de Portugal PORTerra, integrada no 16º Duatlo de Grândola.
Tal como planeado (esta prova faz parte do programa de actividades 2010 do projecto LF201xs) estarei presente à partida para um percurso de 5,9 Km de corrida, 19 de BTT e mais 1,9Kms de corrida.
Apesar das distâncias serem mais curtas que as do duatlo de Vila Franca, antevejo que seja uma prova dura devido às condições meteorológicas que ultimamente tem afectado o nosso país e também, porque não dizê-lo, devido às expectativas que tenho em termos de melhoria de prestações.. :)
Mas no final, o que importa é que tudo corra bem e, acima de tudo, aproveitar o fim-de-semana em família para conhecer Grândola
Para mais informações sobre a prova, consultar http://www.federacao-triatlo.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=629&Itemid=1





