Archive for the ‘BTT’ Category
5ª edição Laac-Laacar Btt

BTT Laac 2010
Domingo 6 de Junho de 2010
Aguada de Cima – Águeda
A prova, muito bem organizada pelo Laac, é composta por uma Meia-Maratona (cerca de 40 Kms) e por uma Maratona (cerca de 80Kms) e realiza-se por trilhos rurais e florestais, na zona de Aguada de Cima (poucos Kms a sul de Águeda)
Na semana anterior à prova ainda pensei em alterar a minha inscrição dos 40 para os 80Kms, mas depois de ponderar melhor e, até porque nesta fase da época ando a treinar muito mais atletismo que BTT, em preparação para o Ultra-Trail Serra da Freita, decidi manter-me nos 40Kms e em boa hora o fiz porque dificilmente iria aguentar os 80Kms
Como correu
Apesar de ter ido à prova sem qualquer intuito competitivo, resolvi faze-la a um ritmo elevado a ver o que dava.
Ao contrário do habitual, este ano não choveu e a passagem dos participantes levantava uma nuvem de pó que fez com que em algumas zonas, ao seguir na roda, literalmente não se visse o percurso, não sendo por isso de estranhar que por volta dos 8Kms uma rodada de trator obliqua ao percurso me fizesse desafiar as leis da gravidade e dar um mergulho em seco, felizmente sem consequências de maior, ficando a coisa por uns pequenos arranhões e por um banho de pó reforçado.
Apesar do percalço, rapidamente recuperei o ritmo e cheguei ao cima da subida juntamente com um colega que ficou em 30º lugar.
Na parte da descida, não arrisquei (talvez condicionado pela queda) e perdi o contacto com ele.
Chegado ao final da descida e por volta dos 30Kms comecei a quebrar fisicamente (falta de treinos) e fui sendo passado por alguns concorrentes, (a juntar a outros que já me tinham passado a meio da descida quando parei para dar assistência a um participante) terminando a prova na 45ª posição com o tempo de 2:11:25 (a 21m e 36s do vencedor)
Solidariedade – Serviu-me de lição
Apesar de estar a fazer a prova a dar o máximo que podia, tal não impediu que o meu sentido altruísta e de solidariedade falassem mais alto tendo parado para prestar assistência a um participante que estava furado e não tinha bomba de ar. Para não perder muito tempo, e depois de combinar com ele a entrega no final, deixei-lhe ficar a bomba e acabei por deixar ficar também uma câmara de ar a um outro que entretanto também furou, tendo eu continuado o resto a arriscar, porque não tinha mais nenhum material suplente.
Até hoje, e apesar de ter procurado junto da zona de chegada, ainda estou à espera que a pessoa que ficou com a bomba me contacte para ma devolver …
Serviu-me de lição: a partir de agora só paro para prestar assistência em caso de acidente ou a amigos que encontre no percurso, até porque quem vai ao mar avia-se em terra
Fora dos trilhos
Esta prova é conhecida nos meandros do BTT (pelo menos naqueles com quem me relaciono) como a prova do leitão, isto porque no final, é servido a todos os participantes e acompanhantes inscritos um lauto almoço com leitão e espumante da zona à descrição. Digamos que esta é a prova que quase me faz enjoar de leitão ![]()
Quanto à organização, nada a apontar: Simpatia, disponibilidade, bons abastecimentos, presença durante o percurso … talvez a sugestão de organizarem um programa para ocupar os acompanhantes (o ano passado tinham umas carrinhas que se deslocavam para zonas de passagem da prova para que estes a pudessem acompanhar).
Há!! Já agora, não demorarem tanto tempo a disponibilizar as fotos da prova no site
Surpreendente vitória da Equipa LF201xs nos 3º Trilhos da Feira em BTT em Orientação por road-book
Habitualmente, aos fins-de-semana pratico BTT, muitas das vezes na companhia do meu velho amigo Carlos Vaz.
Como desta vez não havia nenhum impedimento de agenda, com o único objectivo de conhecer novos trilhos e experimentar fazer Orientação com roadbook em BTT, resolvemos participar no 3º Trilhos da Feira em BTT em Orientação, prova organizada pela secção de BTT do Grupo Desportivo Milheiroense.
À hora marcada lá partimos e fomos andando, divertindo-nos a descobrir os trilhos traçados no roadbook, grande parte deles novidade para nós.
Durante a prova mantivemos um bom ritmo (o carlos assim o impõe) e a verdade é que tirando uma hesitação ou outra nunca nos perdemos e não tivemos nenhum problema ou avaria.
Chegamos ao final com a sensação que tínhamos andado razoavelmente bem e que para primeira experiência, a prova até tinha corrido bem.
Lavadas as bikes, o Carlos regressou de imediato a casa pois tinha pessoas à espera para o almoço (acho que esta foi uma das razões para andar depressa…), e eu regressei pouco depois (tomei banho lá).
Por volta das 4h da tarde, ligou-me o Fernando (Paciência) a dizer que tínhamos sido os 1ºs na classificação por equipas. Pensei que estava no gozo. Liguei de imediato ao Carlos a contar a boa nova…
Obviamente que foi uma boa surpresa e que, apesar de o objectivo para a prova nunca ter sido esse, nos deixou contentes.
Agora parecemos aquela rábula dos Gato Fedorento:
- “Ganhamos porque o senhor anda bem e impôs um bom ritmo”
- “Nãa! Você é que esta a andar muito bem”
- “Sim, mas o seu sentido de orientação é muito apurado”
- “O meu apurado!?! O do senhor é que é”
A verdade é que de facto nesta prova funcionamos bem como equipa.


