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Meia-Maratona Cidade de Ovar

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Archive for the ‘LF201xs’ Category

TransGranCanaria 2012 – Finisher

Finalmente de volta ao treinos !!!

Domingo, 20 de Março de 2011 – Parque eólico Montouto 2000

Após 4 semanas de (quase) paragem, finalmente de volta aos treinos e sem me ressentir da arreliadora lesão que me obrigou a paragem forçada e muita fisioterapia. Acho (pelo menos assim espero) que o pior já passou e que possa recomeçar a treinar normalmente.

Foi uma óptima maneira de dar as boas vindas e celebrar a Primavera, a que S. Pedro se quis associar com um dia de sol magnifico :)

Telemetria GPS

Trail Castelejo 2011

A equipa
Domingo, 04:15 da manhã e já estou acordado, a preparar toda a equipa e equipamento para mais uma jornada de desporto e aventura ao ar livre, numa zona que honestamente conhecia mal.

Organizado pela Associação de Aventura de Alvados (http://www.trilhodocastelejo.org/), esta prova nas opções de caminhada, 20Kms e 40Kms, percorre trilhos de grande beleza na serra dos Candeeiros e pelas faldas da serra de Aire.

O percurso magnifico, passando por zonas de grande beleza, com boas subidas, descidas radicais (ver vídeos abaixo), inclusive uma onde foi preciso recorrer à ajuda de uma corda, laminha qb, zonas mais rolantes e zonas mais técnicas, o que de facto se adequava bastante ao meus objectivos: Fazer um treino técnico e longo.

Comecei a prova num ritmo bom, mas ao fim de poucos kms as sensações não eram as melhores pois uma arreliadora dor na perna esquerda fez questão de me massacrar a paciência. No entanto até sensivelmente aos 13 Kms andei razoavelmente bem, mas depois, naquela que era a grande subida da prova quebrei um bocado. Por outro lado, os meus novos Salomon XA Pro faziam questão de ir coleccionando pedras e areias entre as palmilhas e os meus pés, o que ia contribuindo também para algum desconforto. Em sofrimento já perto da meta Fui aguentando e à saída do abastecimento dos 31 Kms (onde descansei alguns breves minutos), senti-me renascer, talvez por saber que a partir do Km 36 era mais ou menos sempre a descer. Por ironia do destino, foi precisamente ao descer, numa altura que ia a andar razoavelmente bem, que tropecei e, para não cair, lancei a perna esquerda para a frente e senti que algo tinha corrido mal, pois tive uma dor muito forte (agora, depois de consultar um Fisioterapeuta, já sei que fiz uma distensão e que reavivei uma rotura antiga, mal curada, o que me vai obrigar a algum tempo de paragem), o que fez com que fizesse os últimos 3 Kms em ritmo mais lento e em sofrimento.

Sem que isso seja importante, mas para memória futura, terminei a prova em 5:11:54 o que correspondeu ao 62º lugar na geral (em 113 atletas chegados) e 24º nos escalão M40

Em resumo, para mim, esta prova significou o regresso às provas de trail depois da Freita e serviu acima de tudo para verificar o meu estado de forma depois das ultimas semanas de treinos mais intensos e ao mesmo tempo também como preparação para uma das grandes provas que tenho previstas fazer este ano.

Para a restante “equipa” foi um dia de actividade ao ar livre (quero ir incutindo este espírito nas minhas filhas) e ao mesmo tempo educativo, pois no regresso aproveitei para as levar a visitar o Mosteiro da Batalha.

Links relacionados:

Telemetria do meu GPS

Fotogaleria

http://www.trilhodocastelejo.org/

http://www.omundodacorrida.com/phpBB2/showthread.php?5928-TRAIL-CASTELEJO-em-ALVADOS/page19

Videos (Gentileza Jorge Serrazina)



Descida da corda




Descida da Fórnea


Janeiro de 2011 activo qb :-)

Depois de começar o ano com um  mini-trail de ano novo no dia 1 e uma voltinha de BTT no dia 2 (afinal era necessário queimar as calorias resultantes dos excessos da passagem de ano), terminei o mês de volta à competição na Meia-Maratona de Viana, onde apesar de não ter treinado grande coisa devido a uma lesão contraída a praticar BTT, fiz 1:35:59, tendo obtido  o 617º lugar na geral (127º no escalão M40).

Pelo meio a participação em dois passeios de BTT:  Marcha do Requeson e 1º Raid à Fogaça num total de mias de 290 Kms percorridos e de cerca de 24 Horas de prática de desporto (isto sem contar actividades não registadas tais como algumas corridas ligeiras e entre 2 a 3,5 Km de natação por semana)

Activity Type Count Distance Time Elevation + Avg Speed Avg HR Calories
Running 10 109.78 09:25:40 667 11.6 155 8.298
Mountain Bike 4 138.09 10:32:49 3.066 13.1 140 6.526
Road Cycling 2 22.91 01:01:02 181 22.5 129 627
Trail Running 1 19.37 02:20:51 591 8.3 1.606
Summary 17 290.14 23:20:24 4.505 12.4 144 17.057

XVIII Camiño do Requeson – 16 de Janeiro de 2011

Este passeio de BTT, realiza-se todos os anos no inicio de Janeiro, na povoação de As Neves, na vizinha Galiza.

Da minha parte já começa a ser um clássico, uma vez que esta já é a 3ª participação consecutiva, e já tenho uma prole de amigos que também já participaram nas duas ultimas edições.

É uma prova que se caracteriza por ser algo dura, normalmente com os primeiros 15 a 20 Kms sempre a subir e que, pelo facto de se realizar no inicio de Janeiro, tem ainda os imponderáveis do tempo a ajudar a essa dureza (por exemplo o ano passado o percurso estava em grande parte geado e durante a prova nevou .

Este ano, curiosamente, o tempo esteve óptimo para a pratica do BTT e o percurso escolhido foi, como não podia deixar de ser duro e com muita lama, mas também muito bonito, em especial na parte final, onde percorremos alguns kms pela margem do rio minho.

Foi uma bela jornada de BTT e de confraternização, com o único senão de ter feito uma distensão muscular, por ter escorregado ao pousar o pé quando saia da bicicleta.

Mais informações  sobre o Camiño do Requeson em http://www.cclamprea.com/cclamprea/index.php


1º Raid à Fogaça – 23 de Janeiro de 2011

Uma semana depois do Requeson, mais um passeio de BTT organizado pelo Rotary Clube da Feira, cujo percurso decorreu em zonas onde normalmente ando, mas no qual participei com todo o gosto, uma vez que o mesmo tinha fins de beneficência.

A prova percorreu trilhos do concelho da Feira e de Ovar, com um grau de dificuldade médio/baixo, mas em algumas zonas a exigir algum esforço e pericia devido à muita lama que fomos encontrando.

Uma vez que o percurso só tinha 30 Kms, para fazer um treino mais longo, fui desde Ovar (e voltei) até ao local de partida no centro da Feira de bicicleta.

Mais informações sobre a prova em http://raidbttfogaca.blogs.sapo.pt/


XIII Meia-Maratona de Viana do Castelo – 30 de Janeiro de 2011

Apesar da lesão contraída no Camiño do Requeson me ter impedido de treinar convenientemente corrida nos 15 dias antecedes à prova, fiz questão de estar presente por um lado para atestar o meu nível de forma tendo em vista objectivos a médio prazo e, por outro, por ter uma grande afinidade com Viana do Castelo, capital de distrito de Melgaço , minha terra natal: Sou minhoto :)

Esta meia-maratona, também conhecida por Meia-Maratona Manuela Machado por ser uma homenagem a essa grande atleta filha da terra, é bastante dura devido ao constante sobe e desce, ao vento que por vezes se faz sentir e ao facto de parte do percurso (quase no final) ser em paralelo.

Por outro lado pareceu-me bastante bem organizada, com a oferta de um bom saco aos atletas (onde até não faltou uma garrafa de vinho :) ), com muita participação e com muitos atltetas vindas da Galiza (segundo as classificações mais de 400).

Quanto à minha prova em si, apesar de estar mal preparado, arrisquei um andamento razoavelmente forte no inicio e até aos 15Kms, altura em que “estourei”, a coisa correu bem. Os últimos 6 foram feitos em grande esforço e sofrimento, tendo feito mesmo assim um tempo interessante: 1:35:59 (eu sei que é um preciosismo, mas fiz um esforço final para não passar para o minuto 36 :) )

Mais informações sobre a Meia-Maratona de Viana em http://www.mmviana.com/

Por último referir que toda a “telemetria” destas provas bem como dos treinos e actividades que vou fazendo, podem ser vistos no meu GARMIN Connect

Ultra-Trail Serra da Freita 2010 – FINISHER

Momento de glória após uma epopeia de 70Kms nos trilhos da Serra da Freita.

Chegada Ultra-Trail Serra da Freita 2010

Chegada Ultra-Trail Serra da Freita 2010 Foto Orlando Duarte

51º posição em 14h14m26s

Brevemente o relato da jornada

1º Trail Louco da Reixida – 20.06.2010

Trail Reixida 2010 - Dorsal 84

Quando me inscrevi nesta prova, já tardiamente, foi com o objectivo de fazer um teste/treino para o Ultra Trail da Serra da Freita que será já no próximo fim-de-semana. E em boa hora o fiz, porque de facto a prova é muito gira e diversificada e, segundo comentários que ouvi e li, é um pequeno exemplo daquilo que vamos encontrar na Freita.

Fazendo jus ao nome “Trail Louco”, durante os 16 Kms do percurso, os atletas presentes (cerca de uma centena) foram-se deparando com as mais variadas situações: carreiros agrícolas, progressão no leito de rios (no Lis e num riacho afluente),  escalada por entre vegetação, subida bem inclinada em linha recta por entre vegetação rasteira (subida às antenas), descidas  entre arbustos e giestas, partes mais rolantes e partes mais técnicas.
A toda esta diversidade à ainda que juntar as vistas deslumbrantes e a brisa suave que corria no topo da serra que fez com que fosse muito agradável corres aqueles trilhos.

Foi de facto uma bela jornada de atletismo, tendo terminado a prova em 35º da geral e 10 no meu escalão, com o tempo de 1h41m.

Quanto ao principal objectivo esse foi integralmente cumprido: percebi que estou minimamente (muito minimamente) preparado para a Freita, mas com boas sensações e muita motivação para a grande jornada :)

O convívio

Além da prova principal,  houve também uma caminhada, o que permitiu que eu levasse comigo a família (e como eu muitos outros) e os “obrigasse” a praticar desporto. Tudo somado,  proporcionou a todos uma bela jornada de convívio e confraternização.
No final, já com banho tomado e depois de terem chegado todos os participantes, os momentos de convivo continuaram, desta vez sentados à mesa a degustar uma bela e farta feijoada, acompanhada por um bom tinto da região.

Sobre a prova

Sendo a 1ª edição desta prova (e como tal sempre com alguns aspectos a melhorar – ex: site e informação sobre a prova), deu para perceber que quem a organizou, o fez com paixão e amor à causa e, apesar da carolice e “amadorismo” dos seus organizadores, nada ficou a dever a muitas organizações “profissionais”:
- Simpatia e disponibilidade.
- Percurso excelente e bem marcado.
- Abastecimentos.
- Prémios (além dos prémios para os 1ºs classificados, o prémio de presença era composto por uma t-shirt alusiva ao evento, uma garrafa de vinho e um chouriço da região).
- Almoço (a refeição propriamente dita e a sala onde a mesma foi servida)

Enfim, uma boa prova, certamente a repetir nas próximas edições …

Agora, venha a Freita :)

Links relacionados

Fotogaleria
Associação Cultural e Recreativa de Reixida
A3C = Amigo de Aventura e Corridas Atléticas
EntroncamentoRunners
Forum O Mundo da corrida
Pára que não pára

5ª edição Laac-Laacar Btt

BTT Laac 2010

Domingo 6 de Junho de 2010 

Aguada de Cima – Águeda

A prova, muito bem organizada pelo Laac,  é composta por uma Meia-Maratona (cerca de 40 Kms) e por uma Maratona (cerca de 80Kms) e realiza-se por trilhos rurais e florestais, na zona de Aguada de Cima (poucos Kms a sul de Águeda)

Na semana anterior à prova ainda pensei em alterar a minha inscrição dos 40 para os 80Kms, mas depois de ponderar melhor e, até porque nesta fase da época ando a treinar muito mais atletismo que BTT, em preparação para o Ultra-Trail Serra da Freita, decidi manter-me nos 40Kms e em boa hora o fiz porque dificilmente iria aguentar os 80Kms

Site oficial da prova

 

Como correu

Apesar de ter ido à prova sem qualquer intuito competitivo, resolvi faze-la a um ritmo elevado a ver o que dava.

Ao contrário do habitual, este ano não choveu e a passagem dos participantes levantava uma nuvem de pó que fez com que em algumas zonas, ao seguir na roda, literalmente não se visse o percurso, não sendo por isso de estranhar que por volta dos 8Kms uma rodada de trator obliqua ao percurso me fizesse desafiar as leis da gravidade e dar um mergulho em seco, felizmente sem consequências de maior, ficando a coisa por uns pequenos arranhões e por um banho de pó reforçado.

Apesar do percalço, rapidamente recuperei o ritmo e cheguei ao cima da subida juntamente com um colega que ficou em 30º lugar.

Na parte da descida, não arrisquei (talvez condicionado pela queda) e perdi o contacto com ele.

Chegado ao final da descida e por volta dos 30Kms comecei a quebrar fisicamente (falta de treinos) e fui sendo passado por alguns concorrentes, (a  juntar a outros que já me tinham passado a meio da descida quando parei para dar assistência a um participante) terminando  a prova na 45ª posição com o tempo de 2:11:25 (a 21m e 36s do vencedor)

Classificações completas

Fotogaleria

Solidariedade – Serviu-me de lição

Apesar de estar a fazer a prova a dar o máximo que podia, tal não impediu que o meu sentido altruísta e de solidariedade falassem mais alto tendo parado para prestar assistência a um participante que estava furado e não tinha bomba de ar. Para não perder muito tempo, e depois de combinar com ele a entrega no final, deixei-lhe ficar a bomba e acabei por deixar ficar também uma câmara de ar a um outro que entretanto também furou, tendo eu continuado o resto a arriscar, porque não tinha mais nenhum material suplente.

Até hoje, e apesar de ter procurado junto da zona de chegada, ainda estou à espera que a pessoa que ficou com a bomba me contacte para ma devolver …

 Serviu-me de lição: a partir de agora só paro para prestar assistência em caso de acidente ou a amigos que encontre no percurso, até porque quem vai ao mar avia-se em terra

Fora dos trilhos

Esta prova é conhecida nos meandros do BTT (pelo menos naqueles com quem me relaciono) como a prova do leitão, isto porque no final, é servido a todos os participantes e acompanhantes inscritos um lauto almoço com leitão e espumante da zona à descrição. Digamos que esta é a prova que quase me faz enjoar de leitão :)
Quanto à organização, nada a apontar: Simpatia, disponibilidade, bons abastecimentos, presença durante o percurso … talvez a sugestão de organizarem um programa para ocupar os acompanhantes (o ano passado tinham umas carrinhas que se deslocavam para zonas de passagem da prova para que estes a pudessem acompanhar).

Há!!  Já agora, não demorarem tanto tempo a disponibilizar as fotos da prova no site

III ultra Trial Geira via nova romana – 23.05.2010

   

Dorsal III Ultra-Trail via nova Romana

Dorsal III Ultra-Trail via nova Romana

Esta prova era um dos principais desafios a que me propus para este ano  

Pois bem … desafio  superado :)   

Se bem que o principal e único objectivo era chegar ao fim, para memória futura, o tempo gasto foram 5h40 – 33º da Geral   

Para a minha primeira ultra (o máximo que correra foram 36/37 Kms) e para 1º trail não poderia ter sido melhor :)   

Também não foi a toa a escolha desta ultra-trail para iniciação neste tipo de corridas: sou natural de Melgaço (uma das portas de entrada do PN Peneda-Gerês) e tenho uma afinidade muito grande com esta região de belezas únicas. “Estava a jogar em casa” :)   

Sobre a prova

O percurso

A prova, tal como o nome indica, percorre grande parte da via romana  VIII  (via nova) que ligava Braga (Bracara Augusta) a Astorga (Asturica Augusta), sendo que a edição deste ano foi percorrida em sentido norte-sul, com  início às 9:05 horas da manhã em Baños -  Lobios (Espanha) e chegada às termas de Caldelas Amares.  

Sem dúvida que o percurso durante os primeiros 40/45Kms é mais agradável, fresco e frondoso deixando para os últimos 10/15 (principalmente a partir de Paredes Secas) a parte mais massacrante para os atletas por ser mais descampado e árido.  

Para saber mais sobre o percurso ver http://www.pontocom.pt/actividades/2010UltraTrailGeira/percurso.php  

Como decorreu a prova

Passagem ao 50 Kms

Passagem ao 50 Kms - Foto Joaquim Adelino

Aproximadamente até os 45Kms onde foi possível correr (a +- 6m/km), corri (houve uma ou outra zona mais técnica que a prudência aconselhava a que se fizesse com cuidado), mas a partir daqui qualquer subida se transformava numa grande rampa e qualquer subida mais íngreme numa parede pelo que as últimas duas ou três subidas já foram feitas em passo acelerado, uma vez que o cansaço acumulado e o calor que se fazia sentir já não permitiam mais. A cereja em cima do bolo (penso que foi ai que os meus músculos foram mais sacrificados), foi a última grande descida, uma vez que aquilo que em tempos foi um estradão, devido à erosão de terras provocada pelas chuvadas do inverno, está agora transformado numa pista trialeira onde é preciso andar a saltar de pedra em pedra e com muito cuidado para não cair.  

Em  http://connect.garmin.com/activity/34407436 podem consultar os dados recolhidos pelo GPS do meu companehiro de corrida Luis Ferreira (desde +- os 7 kms que fizemos a prova juntos) onde é possível ver ritmos por kilómetro, altimetria, percurso, etc.  

O espírito

Devo dizer que para além da competitividade (há sempre), foi com agrado que vi o verdadeiro espírito da prática de desporto pelo desporto, pelo desafio, pela superação, pelo prazer de correr (ou como dizia o Luis Ferreira por masoquismo :) ) onde o companheirismo e espírito de entreajuda estiveram presentes de inicio ao fim. Muito bom  

 As minhas homenagens

- Em primeiro lugar para os bravos que por qualquer motivo não conseguiram terminar a prova: Apesar de todo o sofrimento e dor que é necessário suportar para terminar uma prova destas penso que em nada se compararão com a frustração de não a conseguir completar. Não desistam e espero que rapidamente reencontrem energias para recomeçar. Força! 

- A todos aqueles que chegaram ao fim. Bravo! 

- A todos aqueles que estoicamente chegaram ao fim com tempos de 7 e 8 horas. Não deve ser nada fácil (quer física quer psicologicamente aguentar tantas horas em prova). Admirável!

- Aos atletas que fizeram tempos na casa das 4 horas e poucos minutos: Gostava de conseguir fazer esse tempo a correr em estrada plana. Inacreditável!

- Por fim, mas não em último, ao meu companheiro de corrida, Luis Ferreira (dorsal 122) da equipa Run4Fun, pela “pressão e marcação cerrada” que me fez e permitiu que conseguisse chegar ao fim (se não fosse a sua força e presença, provavelmente tinha-me deitado a descansar numa bela sombra à beira de um dos riachos que fomos passando durante o percurso). Desde+- o km 7 que fizemos aprova juntos e, mesmo sem falar muito (gestão de esforço :) ) estivemos perfeitamente sintonizados nas diversas situações que foram aparecendo ao longo do percurso (correr mais depressa, correr mais devagar, andar, parar para refrescar, …). Penso que é isto a que é vulgarmente se chama companheirismo, espírito de equipa, solidariedade, … Ou não fossem este dos principais valores que a prática de desporto proporciona.
Por outro lado é engraçado como estas coisas são: Apesar de morar em Lisboa, o Luis têm fortes ligações a Ovar, uma vez que é descendente de Ovarenses.
Um grande abraço ao Luis, obrigado pela ajuda e pela companhia e, espero que nos voltemos a cruzar quer pessoalmente quer em estradas e trilhos por este pais fora.

Agora é tempo de recuperar forças e pensar em novos desafios e, o mais provável é que o próximo trail saja já en finais de Junho na serra da freita

Surpreendente vitória da Equipa LF201xs nos 3º Trilhos da Feira em BTT em Orientação por road-book

Habitualmente, aos fins-de-semana pratico BTT, muitas das vezes na companhia do meu velho amigo Carlos Vaz.

Como desta vez não havia nenhum impedimento de agenda, com o único objectivo de conhecer novos trilhos e experimentar fazer Orientação com roadbook em BTT, resolvemos participar no 3º Trilhos da Feira em BTT em Orientação, prova organizada pela secção de BTT do Grupo Desportivo Milheiroense.

À hora marcada lá partimos e fomos andando, divertindo-nos a descobrir os trilhos traçados no roadbook, grande parte deles novidade para nós.

Durante a prova mantivemos um bom ritmo (o carlos assim o impõe) e a verdade é que tirando uma hesitação ou outra nunca nos perdemos e não tivemos nenhum problema ou avaria.

Chegamos ao final com a sensação que tínhamos andado razoavelmente bem e que para primeira experiência, a prova até tinha corrido bem.

Lavadas as bikes, o Carlos regressou de imediato a casa pois tinha pessoas à espera para o almoço (acho que esta foi uma das razões para andar depressa…), e eu regressei pouco depois (tomei banho lá).

Por volta das 4h da tarde, ligou-me o Fernando (Paciência) a dizer que tínhamos sido os 1ºs na classificação por equipas. Pensei que estava no gozo. Liguei de imediato ao Carlos a contar a boa nova…

Obviamente que foi uma boa surpresa e que, apesar de o objectivo para a prova nunca ter sido esse, nos deixou contentes.

Agora parecemos aquela rábula dos Gato Fedorento:

- “Ganhamos porque o senhor anda bem e impôs um bom ritmo”

- “Nãa! Você é que esta a andar muito bem”

- “Sim, mas o seu sentido de orientação é muito apurado”

- “O meu apurado!?! O do senhor é que é”

A verdade é que de facto nesta prova funcionamos bem como equipa.


 Links relacionados:  

XI Vig-Bay 11.04.2010 – Resultado Histórico

  

 ChegadaSe há provas que são marcantes, seguramente para mim, esta foi uma delas:

 

 Já mal me recordo de qual foi a ultima Meia-Maratona que corri.
Tenho ideia de ter sido a Meia-Maratona de Cortegaça, no já longínquo ano de 2002, com um tempo a rondar 1:37:00.
Tenho, isso sim a certeza que de todas as Meia-Maratona que fiz, nunca tinha conseguido fazer um tempo abaixo de 1:30:00 e que esse era um objectivo que gostaria de um dia alcançar.  

Pois bem, ele ai está numa prova que posso chamar de “perfeita”:  

Diploma Vig-Bay 2010
Diploma Vig-Bay 2010

Ambiente fantástico
Mais de 3500 atletas à partida  

Percurso lindíssimo
Vigo-Nigran-Bayona pela costa  

Tempo espectacular
Primeiro fim-de-semana a cheirar a verão do ano  

Tudo correu bem
Levantamento de dorsais, descanso, alimentação, aquecimento, hidratação
Física e psicologicamente “limpo”
Táctica da corrida  

Escusado será dizer que no final fiquei tão contente e festejei como se tivesse ganho :)  


Links relacionados:  


Análise e algumas considerações sobre diversos aspectos relacionados com a prova

Ponto prévio: esta análise e considerações não são de carácter técnico e científico, mas apenas baseados na minha experiência antes e após a prova.  

1. Treinos
Nas semanas que antecederam a prova, tinha andado a preparar com alguma intensidade e entusiasmo o X-Terra, preparação essa que incidiu mais na natação (5x semana) e no BTT (2x semana) e apenas manutenção na corrida (2x semana alternando treinos longos – entre 1h15m e 1h45m- mais lentos, com treinos mais curtos mas mais rápidos – entre 40m e 1h ).
Na semana antes da prova fiz um treino longo no domingo,  descanso na segunda, um treino longo na terça  e mais curtos e rápidos na quarta e quinta. Na sexta fiz um treino de cerca de 40 minutos a rolar e no sábado descanso.  

2. Definição de objectivos
Como já há muito que não fazia uma maratona, o objectivo principal e obrigatório era terminar.
Como segundo objectivo (e atendendo a minha experiência anterior) obter um tempo abaixo de 1h45m seria bom, abaixo de 1h40m excelente. Tudo o que viesse daí para baixo seria ganho e se conseguisse abaixo de 1h30m seria espectacular.
 Acima de tudo conforme as sensações e o decorrer da prova, os objectivos seriam ajustados.  

3 . Antes da prova
No sábado, ao ir para Melgaço, fiz um desvio por Vigo para levantar os dorsais. Tive uma tarde de sábado descansada aproveitando para me hidratar bem bebendo muita água, preparar e verificar todo o equipamento e acessórios necessários para o dia seguinte. Ao jantar fiz uma refeição rica em hidratos e antes das 23h00 já estava deitado.
No domingo levantei-me por volta das 6:30 (tinha combinado encontra-me com os meus companheiros do AFIS em Valença por volta das 7:45 da manhã, seguindo depois todos juntos para Vigo).
Chegamos à zona de partida sensivelmente uma hora antes da partida, o que permitiu fazer o aquecimento uma última ida ao WC sem pressas e sem stress.  

4. Equipamento e acessórios
Além do equipamento normal de corrida, nesta prova utilizei umas meias de compressão Sugoi R+R (Race and Recovery) que segundo os entendidos promovem a eficiência do movimento, melhoram a circulação sanguínea, a estabilidade e recuperação musculares.
 Além disso e como se antevia um dia de muito sol e calor, decidi usar um chapéu, os indispensáveis óculos de sol e protector solar.
Por outro lado, para evitar a irritação nas zonas de maior fricção apliquei um pouco de bodyglide  

5. Alimentação e hidratação
Como já referi atrás, durante a tarde de sábado bebi muita água e à noite fiz uma refeição rica em hidratos. No dia da prova tomei o pequeno-almoço às 7 da manhã (pão de cereais com mel e queijo meio gordo, uma laranja grande e uma mistura solúvel multi-cerais com café). Até à hora da partida fui bebendo pequenas quantidades de água e 10 minutos antes da partida bebi um gel energético.
Como de facto estava muito calor, era importante fazer uma boa hidratação durante a prova, pelo que utilizei todos os abastecimentos (aos 5, 1º, 15 e 20Kms), bebendo cerca de meia garrafa de água e utilizando a outra metade para me refrescar. Além disso, também me socorri das esponjas fornecidas aos 7,5, 12,5 e 17,5 Kms para limpar o suor do rosto e refrescar.  

6. Táctica de Corrida
Uns dias antes, tinha falado com um companheiro de corridas que me disse que muito provavelmente faria um tempo à volta de 1h35m.
Estava indeciso: se por um lado gostava de tentar fazer um tempo abaixo de 1h30 (o que dava uma média de 4,16 ao Km) por outro lado não sabia até que ponto iria aguentar  

Perfil Vig-Bay 2010

Perfil Vig-Bay 2010

Sabia que conseguia manter esse ritmo durante 10 Kms (as ultimas provas realizadas davam-me essa garantia).
Como me sentia bem e a prova tinha uma altímetria favorável (pendente de descida entre os 8 e os 16Kms) decidi tentar e depois, com o decorrer da prova logo via: se conseguisse manter o ritmo tudo bem caso contrário diminuía o ritmo para conseguir terminar  

7. A corrida
Parti na zona destinada atletas com pretensões para tempos entre 1h25 e 1h35. Desde o tiro de partida até cruzar a linha demorei 50s mas ao fim de um KM já tinha encontrado o meu ritmo aproximado e por volta do Km 3 consegui colar-me ao meu companheiro Paulo Alexandre do AFIS com quem fiz os primeiros 8 Kms (ele depois foi ficando pois nos últimos tempos não tinha podido treinar). As sensações durante a prova foram sempre boas e o relógio dava ânimo :) .  

Analise parciais Vig-Bay 2010

Analise parciais Vig-Bay 2010

Entre os 8 e os 10 Kms consegui integrar-me num grupo de 4 ou 5 atletas que iam com o andamento dentro da zona alvo. Comecei a acreditar que era possível e confirmei esse sentimento quando passei com 1h02m as 15 Kms. Nesta fase da prova o desgaste já começava a fazer mossa, mas fui-me aguentando até passar o ponto crítico dos 18 Kms. Os últimos 3 Kms já foram mais corridos com a mente do que com as perna: o Grande objectivo estava tão próximo, e não sabia se teria outra oportunidade como aquela, por isso foi aguentar o ritmo e sofrer até ao fim…    

8. Factores críticos para o sucesso
Como conclusão, um resumo dos aspectos que penso serem fundamentais para atingir com sucesso os objectivos:  

Treino: para se fazer uma Meia-Maratona tem que se estar minimamente preparado   

Estar “limpo” – É muito importante não ter nada que condicione o rendimento no dia da prova, quer física quer psicologicamente  

Equipamento e acessórios: Preparar o equipamento com calma e antecedência para que no dia da prova não falte nada  

Descanso e alimentação: Tentar descansar bem e fazer uma alimentação equilibrada antes da prova  

Hidratação: É fundamental estar e hidratar-se bem durante a prova para evitar complicações físicas e para prevenir cãibras  

Objectivos: Definir um objectivo (atingível) e “trabalhar” a prova nesse sentido, sendo no entanto muito importante conhecer os nossos limites e até onde podemos ir.  

Encontrar o ritmo certo: é importante encontrar o nosso ritmo e mantê-lo, evitando ir no entusiasmo gerado, principalmente nos kms iniciais. Por outro lado ter a capacidade de ir ajustando o ritmo em função do decorrer da prova. Se possível tentar encontrar um grupo onde nos sintamos confortáveis     

Capacidade superação e sofrimento: numa prova passamos sempre por momentos menos bons, mas nessas alturas é necessária uma capacidade de superação e sofrimento muito grande  

Por fim, com a meta à vista, saborear o momento :)