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III ultra Trial Geira via nova romana – 23.05.2010

   

Dorsal III Ultra-Trail via nova Romana

Dorsal III Ultra-Trail via nova Romana

Esta prova era um dos principais desafios a que me propus para este ano  

Pois bem … desafio  superado :)   

Se bem que o principal e único objectivo era chegar ao fim, para memória futura, o tempo gasto foram 5h40 – 33º da Geral   

Para a minha primeira ultra (o máximo que correra foram 36/37 Kms) e para 1º trail não poderia ter sido melhor :)   

Também não foi a toa a escolha desta ultra-trail para iniciação neste tipo de corridas: sou natural de Melgaço (uma das portas de entrada do PN Peneda-Gerês) e tenho uma afinidade muito grande com esta região de belezas únicas. “Estava a jogar em casa” :)   

Sobre a prova

O percurso

A prova, tal como o nome indica, percorre grande parte da via romana  VIII  (via nova) que ligava Braga (Bracara Augusta) a Astorga (Asturica Augusta), sendo que a edição deste ano foi percorrida em sentido norte-sul, com  início às 9:05 horas da manhã em Baños -  Lobios (Espanha) e chegada às termas de Caldelas Amares.  

Sem dúvida que o percurso durante os primeiros 40/45Kms é mais agradável, fresco e frondoso deixando para os últimos 10/15 (principalmente a partir de Paredes Secas) a parte mais massacrante para os atletas por ser mais descampado e árido.  

Para saber mais sobre o percurso ver http://www.pontocom.pt/actividades/2010UltraTrailGeira/percurso.php  

Como decorreu a prova

Passagem ao 50 Kms

Passagem ao 50 Kms - Foto Joaquim Adelino

Aproximadamente até os 45Kms onde foi possível correr (a +- 6m/km), corri (houve uma ou outra zona mais técnica que a prudência aconselhava a que se fizesse com cuidado), mas a partir daqui qualquer subida se transformava numa grande rampa e qualquer subida mais íngreme numa parede pelo que as últimas duas ou três subidas já foram feitas em passo acelerado, uma vez que o cansaço acumulado e o calor que se fazia sentir já não permitiam mais. A cereja em cima do bolo (penso que foi ai que os meus músculos foram mais sacrificados), foi a última grande descida, uma vez que aquilo que em tempos foi um estradão, devido à erosão de terras provocada pelas chuvadas do inverno, está agora transformado numa pista trialeira onde é preciso andar a saltar de pedra em pedra e com muito cuidado para não cair.  

Em  http://connect.garmin.com/activity/34407436 podem consultar os dados recolhidos pelo GPS do meu companehiro de corrida Luis Ferreira (desde +- os 7 kms que fizemos a prova juntos) onde é possível ver ritmos por kilómetro, altimetria, percurso, etc.  

O espírito

Devo dizer que para além da competitividade (há sempre), foi com agrado que vi o verdadeiro espírito da prática de desporto pelo desporto, pelo desafio, pela superação, pelo prazer de correr (ou como dizia o Luis Ferreira por masoquismo :) ) onde o companheirismo e espírito de entreajuda estiveram presentes de inicio ao fim. Muito bom  

 As minhas homenagens

- Em primeiro lugar para os bravos que por qualquer motivo não conseguiram terminar a prova: Apesar de todo o sofrimento e dor que é necessário suportar para terminar uma prova destas penso que em nada se compararão com a frustração de não a conseguir completar. Não desistam e espero que rapidamente reencontrem energias para recomeçar. Força! 

- A todos aqueles que chegaram ao fim. Bravo! 

- A todos aqueles que estoicamente chegaram ao fim com tempos de 7 e 8 horas. Não deve ser nada fácil (quer física quer psicologicamente aguentar tantas horas em prova). Admirável!

- Aos atletas que fizeram tempos na casa das 4 horas e poucos minutos: Gostava de conseguir fazer esse tempo a correr em estrada plana. Inacreditável!

- Por fim, mas não em último, ao meu companheiro de corrida, Luis Ferreira (dorsal 122) da equipa Run4Fun, pela “pressão e marcação cerrada” que me fez e permitiu que conseguisse chegar ao fim (se não fosse a sua força e presença, provavelmente tinha-me deitado a descansar numa bela sombra à beira de um dos riachos que fomos passando durante o percurso). Desde+- o km 7 que fizemos aprova juntos e, mesmo sem falar muito (gestão de esforço :) ) estivemos perfeitamente sintonizados nas diversas situações que foram aparecendo ao longo do percurso (correr mais depressa, correr mais devagar, andar, parar para refrescar, …). Penso que é isto a que é vulgarmente se chama companheirismo, espírito de equipa, solidariedade, … Ou não fossem este dos principais valores que a prática de desporto proporciona.
Por outro lado é engraçado como estas coisas são: Apesar de morar em Lisboa, o Luis têm fortes ligações a Ovar, uma vez que é descendente de Ovarenses.
Um grande abraço ao Luis, obrigado pela ajuda e pela companhia e, espero que nos voltemos a cruzar quer pessoalmente quer em estradas e trilhos por este pais fora.

Agora é tempo de recuperar forças e pensar em novos desafios e, o mais provável é que o próximo trail saja já en finais de Junho na serra da freita

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