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UTSF 2010 – Dureza, sofrimento e determinação

Alguns dias após ter terminado o UTSF, coloquei uma foto aqui no site, prometendo um relato da jornada para breve. Pois bem, já passaram mais de 6 meses e por um motivo ou por outro, acima de tudo por preguiça e por para mim ser muito mais facial praticar desporto do que escrever, o relato foi sendo sucessivamente adiado.
A este tempo de distância, talvez já não faça muito sentido, mas mesmo assim tentar descrever por palavras as sensações que fui tendo durante a prova (as criticas e comentários sobre a organização e sobre a prova estão exaustivamente debatidos e esmiuçados no fórum do mundo da corrida)

Quando na zona de meta fui entrevistado e me perguntaram o que achara da prova, a minha resposta incidiu acima de tudo em três palavras: Dureza, sofrimento e determinação.

De facto a prova foi dura, muito dura mesmo: pela distância, pelos sucessivos desníveis e altimetria (4200 mts de acumulado positivo), mas também pelo muito calor que se fez sentir. A juntar a tudo isto o facto de ser a minha estreia na distância e na prova.

O sofrimento também foi muito, mas só com grande capacidade de sofrimento e determinação se consegue terminar uma prova com esta dureza (acreditem que não são poucas as vezes em que nos passa pela cabeça desistir, que nos questionamos sobre qual o verdadeiro motivo e se vale a pena estar a passar por tanto sofrimento …). Aqui destaco a interminável subida do Candal para a Fraguinha em pleno pico do calor e o famoso PR7 no final, onde por falta de forças, na última subida tive que ir parando aproximadamente a cada 200 mts.

No entanto, tudo isto é superado em primeiro lugar pela satisfação e, porque não dizê-lo, orgulho em conseguir terminar a prova. Depois por pequenas alegrias e conquistas que vamos fazendo ao longo percurso e pela beleza da paisagem (principalmente na primeira metade da prova enquanto temos força física e mental para ver e pensar mais além do que não seja continuar focados e dirigir todas as forças para o objectivo único de chegar ao fim).
Após um amanhecer lindíssimo em plena serra, diverti-me como à muito não me divertia a correr a descer o trilho do carteiro, gostei do banho no rio às 7 da manhã, gostei muito de ver Drave (quer durante a aproximação, quer durante o afastamento)

Voltando à entrevista na zona da meta: perguntaram-me se voltaria a fazer a prova. Respondi (já não me recordo se com estas exactas palavras):
“Se me perguntar agora, a resposta é decididamente que não. Se me perguntar daqui a um mês ou dois, direi que talvez e, se me perguntar daqui a seis meses, direi que sim.”
A verdade é que nem um mês passado já tinha saudades daquela aventura e, se tudo correr bem, este ano lá estarei novamente :)

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